[Sem Flúor] Faça a sua Própria Pasta de Dentes Caseira

Nós deveríamos nos preocupar com o flúor na pasta de dentes e na água que bebemos?

Bem, discussões à parte, vamos direto para a solução pra quem quer uma pasta de dentes sem flúor.

Assista abaixo ao vídeo que ensina a fazer uma receita testada por nós. É a que usamos até hoje, há mais de 2 anos. Amamos. Este é o segundo vídeo mais assistido em nosso canal do Youtube!

Fórmula da pasta de dente caseira sem flúor:

– 90 ml de glicerina líquida

– 2 colheres e meia de sopa de bicarbonato de sódio

– 3 colheres de óleo de coco (o mais saboroso que você encontrar)

– 45 gotas de óleo essencial de hortelã pimenta

– Cerca de 12 gotas de Stevita (Adoce a gosto)

Mexa bem e está pronta! SUPER SABOROSA!

Agora abaixo estão alguns avanços sobre esta fórmula de pasta de dentes sem flúor. Muitas pessoas, especialistas inclusive, nos deram retorno com suas considerações. Importantíssimo! Muito legal a comunidade trocando informações pra juntos AVANÇARMOS…

Veja abaixo o índice de temas abordados neste POST:

  1. Quantidade de óleo essencial na fórmula
  2. Qual óleo essencial escolher
  3. Fornecedor sugerido do óleo
  4. Trocar o óleo pelo sumo
  5. Sobre a glicerina e fornecedor
  6. Sobre o bicarbonato ser abrasivo 
  7. Técnicas de higiene bucal
  8. Flúor faz bem ou faz mal pra saúde?
  9. Como Retirar o Flúor da Água?
  10. Ingredientes Alternativos
  11. Recomendações de livros sobre Aromaterapia e Fitoterapia

1. Quantidade de Óleo Essencial de Hortelã Pimenta na Fórmula – Fomos instruídos por aromaterapeutas experientes que a toxicidade deste óleo essencial é baixa e que para uso bucal não apresentaria risco. No entanto, por medida de segurança, para crianças, a concentração recomendada por eles é de 0,5%. Na prática são 15 gotas na fórmula que passamos. Sacrifica em sabor e refrescância, sem dúvida, mas ganha em segurança. Não tivemos retorno sobre a recomendação para adultos e nem contra-indicações para maiores quantidades… A única coisa que temos de concreto é que nós usamos 45 gotas (concentração 1,875%) há bastante tempo então sentimos efeitos nocivos, pelo contrário. Mas, quem é mais cauteloso, deve procurar mais informações num laboratório que faça este tipo de análise de segurança pra saúde humana. E conta pra gente. Em todo caso, flúor já não é mais uma opção pra gente.

2. Qual óleo essencial escolher – Segundo estes aromaterapeutas, todo óleo essencial é natural, por definição. O aroma que você vai usar na fórmula da pasta fica a seu critério, segundo sua preferência. É prudente verificar a toxicidade antes. Por semelhança aos cremes dentais originais, sugerimos o óleo essencial de hortelã pimenta, que ao ser inalado durante a escovação ainda trará clareza mental, como afirma a aromaterapia. 

Mais uma curiosidade: o óleo essencial de cravo-botão apresenta maior concentracão de eugenol do que o cravo-folha, o que o torna mais analgésico e mais indicado para diminuir a sensibilidade da polpa dentária. É um excelente antisséptico, antimicrobiano, anti-inflamatório e cicatrizante capaz de eliminar várias bactérias presentes na cavidade oral, auxiliando na assepsia e saúde bucal. Usado em bochechos promove um hálito agradável e combate retração de gengivas. Fonte: http://terra-flor.com/loja/cravo-botao-10ml.html

3. Fornecedores sugeridos do óleos essenciais – http://laszlo.ind.br/default.asp, e http://terra-flor.com/. Nós usamos a marca Phytoterápica.

4. Trocar o óleo pelo sumo – uma outra sugestão que recebemos de uma aromaterapeuta e que achamos bastante interessante foi fazer a extração do SUMO do Hortelã Pimenta e colocar na pasta, em substituição ao óleo essencial. Para a extração, siga as seguintes instruções:

Coloque em um pires de louça, 01 colher de sopa de folhas de Hortelã Pimenta (bem lavadas) e amasse-as com o fundo de uma xícara de cafezinho (caso tenha Almofariz com Pistilo – porcelana), até virar uma pastinha.

Não utilize metal, pois a reação química que ocorre, provoca uma perda dos princípios ativos da erva.

Após amassar a erva, coloque a “pastinha” numa gaze (daquelas que usamos em curativos – são esterilizadas) e torça, espremendo o sumo, que irá substituir o óleo essencial, na pasta de dentes.

Use luvas o tempo todo e máscara no rosto, é o ideal.

5. Sobre a Glicerina e fornecedor – Há dois tipos de glicerina no mercado. A derivada de petróleo e a vegetal. Use a glicerina vegetal. Ela é naturalmente doce e vai dispensar ou diminuir a necessidade de uso do adoçante. Ela é conservante e comestível. Você a encontra em farmácias de manipulação. Facilmente achamos fornecedores pesquisando no Google também. Na fórmula da pasta de dentes, a glicerina serve como base neutra. Você também pode substitui-la por argila, por exemplo.

6. Sobre o bicarbonato de sódio ser abrasivo para os dentes – Ainda gostaria de ouvir a opinião dos especialistas sobre isso. Mas uma coisa é fato: eu uso a fórmula deste jeito há 2 anos e meio e meus dentes estão mais saudáveis do que antes. E mais brancos. Você encontra facilmente bicarbonato de sódio nos supermercados. É comestível, é usado em muitas receitas. Também é possível comprar online ou em lojas de produtos químicos um saco com 25kg por cerca de R$ 80,00.

7. Técnicas de higiene bucal – “O que realmente é eficiente na higiene bucal, é o ATO MECÂNICO. A pasta é um auxiliar na higienização, assim como ao fazer bochecho, o ato mecânico de propulsão de água no espaço entre os dentes é o que realmente importa, por isso não indico produtos como [enxaguantes bucais] , que você não consegue deixar na boca por mais de 10 segundos sem desconforto. Bochecho com água pura por 60s é também muito eficiente. (…) Usem fio dental.” (Rafael Simão, dentista)

8. Sobre o flúor fazer bem ou mal – aqui eu vou te falar a mesma coisa que disse sobre açúcar, sobre glúten e sobre tudo! Pensa comigo: se cientistas, especialistas e pesquisadores em cada assunto debatem e divergem, me parece sempre muito complicado dar uma resposta categórica afirmando que algo é 100% certo. Até na ciência, premissas e hipóteses surgem de crenças, tendências, suspeitas. Então para o público geral, eu sempre digo: siga aquilo que você acredita. Pessoalmente, eu e a Timi, acreditamos que o que é natural faz bem. Não é certo, nem errado. É o que nós desejamos pra nós mesmos.

Se você gosta de ir mais fundo nas investigações científicas, o que é altamente enriquecedor, recomendo 2 sites recheados de artigos: https://scholar.google.com.br/ e  http://www.greenmedinfo.com/ Pesquise no Youtube também.

Agora, tem um fato que você precisa levar em consideração: atualmente há instituições respeitadas no mundo científico que condenam o flúor. Veja, por exemplo, este artigo sobre a opinião de cientistas de Harvard – http://portugalmundial.com/2014/11/estudo-da-harvard-confirma-que-o-fluor-fluoridefluoreto-reduz-o-qi-das-criancas/#

Já ouvi de pessoas que respeito e li em diversos lugares também o argumento de que saúde pública é diferente de saúde pessoal. Eu não sei como isso soa pra você, mas pra mim isso não faz o menor sentido! Não é uma questão de paixão, pelo contrário, é totalmente racional: se não faz bem para o indivíduo, como poderia fazer bem para o coletivo de indivíduos?

O buraco é mais embaixo… Esta retórica esconde um modelo de pensamento vigente no mainstream de que as causas de nossos problemas são externas, que não temos controle sobre elas e que temos que combatê-las com químicos e drogas.

Exemplo: depois da introdução do fluoreto na água, diz-se que houve diminuição dos casos de cáries na população. Ok, pode estar até correto, mas diminuir os casos de cáries e ao mesmo tempo gerar uma série de efeitos colaterais, às vezes até piores, é isso que se considera uma solução de saúde pública? Isso é uma solução? Tenho minhas dúvidas ainda. Busco ter a mente aberta e não ter respostas definitivas…  Em todo caso, a gente precisa fazer escolhas práticas pro nosso cotidiano. Quando eu tenho dúvidas, evito, principalmente se não é natural. Veja este neste artigo da Sonia Hirsch (ela cita a fonte) as consequências da agua fluoretada e o que os europeus fizeram a respeito .

Segundo o historiador Fernando de Carvalho, a cárie se tornou uma pandemia decorrente do aumento substancial do consumo de açúcar pela população nos últimos 2 séculos. Então acho que o ponto aqui é: até quando vamos combater as consequências, em vez de eliminar as causas? E já que políticas públicas por enquanto parecem dissociadas de saúde pessoal, não está claro que a gente deve se responsabilizar pela nossa própria saúde? A gente tem uma escolha: combater cárie com flúor ou prevenir cárie cortando o açúcar. Quem deseja saber um pouco mais sobre o açúcar, assiste isso aqui – http://www.semanadoacucar.com.br/

9. Como retirar o flúor da água – Assunto muito difícil e, para passarmos alguma orientação valiosa, preferimos apurar com mais calma e aprofundamento. Dedicaremos um artigo futuro somente a isso. 

10. Ingredientes Alternativos – que tal desenvolver a sua fórmula? Use uma base e nela acrescente os agentes biocidas. Bases neutras: argila e glicerina. Agentes: própolis, óleo de coco, pó de juá, cúrcuma, cravo, alguns óleos essenciais etc. Nossa querida amiga Conceicao Trucom tem uma fórmula também: http://www.docelimao.com.br/site/linhaca/1963-higiene-natural-com-jua.html

 11. Recomendações de livros sobre Aromaterapia e Fitoterapia

  • Plantas que Curam – Sylvio Panizza
  • Como prescrever ou recomendar plantas medicinais e fitoterápicos – Sergio Tinoco Panizza
  • Brasileirinho – André Resende
  • Aromaterapia – Sâmia Maluf
  • Segredos da Aromaterapia – Jennie Harding
  • A arte da Aromaterapia – Robert Tisserand
  • Guia completo de Aromaterapia – Erich Keller
  • A cura pela Aromaterapia – Nicola Naylor
  • Aromaterapia para doenças comuns – Shirley Price

É isso, gostaria de agradecer imensamente as aromaterapeutas Tatiana Moreira, Magaly Moreno, Lazlo e o dentista Rafael Simão pelas contribuições técnicas oferecidas. Recebam meu respeito. Que a gente prospere sempre esta rede de troca de instruções para um bem-viver. 

Gratidão e Felicidade!

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