Arquivo X do Glúten: Breve História de um Vilão Moderno

Os primeiros humanos surgiram na Terra há cerca de 4 milhões de anos, tendo uma alimentação baseada praticamente naquilo que a natureza oferecia e que eles conseguiam colher. Este tipo de alimentação se limitava ao sucesso da caça e à disponibilidade das frutas, folhas e raízes, de acordo com o local e as estações, o que determinava o tamanho da população…

1 – Agricultura e seu Poder Multiplicador

O crescimento de qualquer espécie depende do acesso contínuo a alimentos e, antigamente, os fatores climáticos e geográficos tinham um maior peso. Este obstáculo é superado com o surgimento da agricultura, um grande marco na história, inquestionavelmente.

Há cerca de 10 mil anos, começamos a “domesticar” alguns grãos, especialmente o trigo.

Esta nova “tecnologia” permitiu aos homens terem maior controle sobre a alimentação. Plantar, colher e armazenar grãos e cereais garantiam a sobrevivência da população mesmo em casos de caça sem sucesso, conflitos com outras tribos, épocas de frio ou em outras condições menos favoráveis.

A humanidade viu sua população aumentar, especialmente nos últimos dois séculos, juntamente à taxa de doenças associadas à má alimentação, que falaremos mais adiante. A pressão populacional estimulou nos campos o desenvolvimento de novas formas de cultivo cada vez mais eficazes, assim como espécies híbridas mais produtivas, resistentes às pragas e às condições climáticas adversas. Mais recentemente, a engenharia alimentar, através dos cruzamentos e manipulações genéticas, atingiu um grau mais avançado de desenvolvimento de grãos com estas características.

Como consequência, chegamos a variedades com concentrações até 400% superiores de glúten.

Obviamente, nossa capacidade natural de adaptação genética nem de longe acompanha as alterações artificiais feitas nos grãos…

2 – Que Efeitos Colaterais se Manifestaram neste Contexto?

Em decorrência disso, principalmente na última década, temos testemunhado um alto preço a pagar: digestão bastante difícil de alimentos com glúten, baixa assimilação de nutrientes e uma epidemia de doenças, leves e graves, associadas ao seu consumo.

Todas as doenças começam nos intestinos.

(Hipócrates, pai da medicina)

Os especialistas no assunto afirmam que o glúten afeta não somente nosso aparelho digestivo, mas também causa vários problemas em outros sistemas do nosso corpo: respiratório, imunológico, nervoso, pele e sangue. De fato, já são mais de 300 enfermidades catalogadas como sintomas de sensibilidade ou intolerância ao glúten.

William Davis, renomado autor do best-seller “Barriga de Trigo”, afirma que as modificações genéticas nos grãos, especialmente o trigo, resultaram em cereais cada vez mais agressivos ao homem, causando danos à saúde de milhões de pessoas. O número de casos não pára de crescer nas nações industrializadas. E o glúten, na verdade, é um dentre outros problemas de uma dieta rica nos cereais que o contêm.

Será apenas um tema da moda, como insistem os céticos? Qual o teor da controvérsia em torno do tema? Precisamos ficar à mercê dela? E quais são estes outros problemas associados a estes cereais?

O tema é de tamanha seriedade e utiliza pública, que gravamos uma uma minissérie em quatro apresentações detalhando o essencial que você precisa saber. Começamos explicando por que a preocupação com o glúten é uma questão de ordem pública e não apenas um problema para celíacos ou sensíveis à proteína. Clique aqui para assistir.

3 – Afinal, o que é Glúten e Onde ele está?

O glúten – “cola” em latim – é obtido da mistura de água com uma proteína específica que se encontra em cereais como o trigo, a cevada, o centeio e a aveia, por ocasião de seu processamento para produzir diversos alimentos. E ele está presente em muitos alimentos de nossa dieta contemporânea…

Ao que parece, nosso organismo não está preparado para estes alimentos, na forma e frequência que eles se apresentam hoje em nossas dietas.

Nos anos 70, nos EUA, surgiu a pirâmide alimentar, que rapidamente foi adotada pelo mundo inteiro, e apenas hoje começa a ser questionada. Ela estabeleceu como a base energética de uma alimentação saudável a ingestão de alimentos ricos em carboidratos, também riquíssimos em glúten: cereais, massas, pães, farinhas, além dos tubérculos.

Além disso, as farinhas dos principais grãos são relativamente baratas, o que determina seu uso pela indústria como matéria-prima para uma diversidade de produtos alimentares. Aliás, o expoente crescimento da indústria alimentar tornou abundante e variada a oferta de produtos derivados destes cereais, assim como toda sorte de processados, contribuindo ainda mais com a maior presença de glúten em nosso dia a dia.

Ele está presente em produtos de panificação, massas, itens de confeitaria  e até outras formas menos evidentes, como conservas, molhos prontos ou embutidos, por exemplo. A lista é bem extensa e a passamos na minissérie. Clique para assistir.

Hoje em dia é muito difícil imaginar um café da manhã sem torrada, ansiamos por uma massa no almoço, nós nos permitimos uma (ou algumas) fatia de bolo ao cair da tarde e, à noite, ninguém resiste àquela pizza que acabou de sair do forno a lenha…

4 – Será que Existe Vida Após o Glúten?

Para os cerca de 6% da população mundial com doença celíaca a resposta é um invariável sim. Para elas, o glúten é uma substância altamente tóxica, não somente quando ingerida, mas através de qualquer contato com a pele (cosméticos) ou até mesmo ao ser inalada quando passam na frente de uma padaria tradicional.

Por outro lado, estas pessoas podem acolher esta incômoda intolerância ao glúten como uma oportunidade de construir uma saúde mais radiante, consumindo , dentre outras coisas, exclusivamente alimentos sem glúten, como frutas, legumes, verduras, castanhas, cereais sem glúten, alimentos fermentados etc.

Para muitos cortar o glúten é uma obrigação, para outros uma escolha, mas em ambos os casos é sem dúvida uma oportunidade de ter alimentação mais rica nutricionalmente.

A indústria vem se adaptando a esta nova e enorme demanda de produtos sem glúten, de forma que a oferta deste tipo de produtos é cada vez maior, no Brasil e no mundo. Mas cuidado! Produto sem glúten não necessariamente significa produto saudável. Ele pode ter açúcar, margarina, conservantes e outros aditivos também tóxicos.

Bem, como o glúten é uma proteína que o ser humano não digere e, dependendo da quantidade, há grandes chances de causar problemas ao nosso intestino, é bom ter no mínimo cautela. Todos nós potencialmente podemos sofrer as consequências do consumo exagerado dele.

Neste caso, pode ser apenas uma questão de tempo desenvolver algum sintoma que pode ser relacionado ao glúten, ainda que você não tenha uma predisposição genética. O embate científico ainda é grande para provar que a sensibilidade é um fantasma que ronda toda a humanidade, sem distinções.

Calcula-se que a maioria dos casos ainda não foi diagnostico. Isso significa que muita gente já sofre dos efeitos sem saber da sua relação com o consumo do glúten. Por isso, se você tem alguma dúvida, é aconselhável consultar um gastroenterologista experiente e fazer exames para detectar o seu nível de intolerância ao glúten. Ou simplesmente cortá-lo da sua dieta, que é o que acontece, de uma forma ou de outra.

Seja por opção ou por necessidade, você pode diminuir o consumo de glúten imediatamente e gradativamente substituí-lo por alimentos mais saudáveis. Aos poucos você começará a sentir as mudanças positivas: digestão mais fácil, aumento de vitalidade e disposição, emagrecimento, maior resistência, menos dores e gases etc. Depois conta pra gente o que mudou na sua vida… Compartilhe abaixo a sua experiência conosco :-)

Quer saber mais sobre o assunto? Você pode assistir gratuitamente à minissérie EXISTE VIDA APÓS O GLÚTEN. Conheça os riscos e os perigos que o glúten traz a sua saúde e aprenda a maneira mais fácil de substituí-lo na sua alimentação. Clique aqui para assistir.

Veja o que a Conceição Trucom, uma das mais renomadas especialistas em alimentação natural do Brasil e fundadora do site Doce Limão, fala sobre o trabalho da Belle Verte de educação sobre o glúten.

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